Rua Direita
Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Margarida Bentes Penedo

O dr. Luis Nobre Guedes deu uma entrevista.

 

O dr. Luis Nobre Guedes é uma cruz que o CDS tem de arrastar.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 26/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Margarida Furtado de Mendonça

Praticamente toda a Europa vive de coligações e à direita.


Governo com coligação à direita = 15 países (como Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Alemanha…)

 

Governo com coligação à esquerda = 1 país (o Chipre)

 

Governo à esquerda com governo minoritário = 3 países - Portugal, Espanha e Grécia.

Parece-me claro o caminho a seguir.

Publicado Por Margarida Furtado de Mendonça em 18/5/11
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Domingo, 15 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Se há ideia que eu julgo dever ser combatida por quem quer que o CDS tenha um bom resultados nestas eleições é a de que o CDS quer ir para o governo dê lá por onde der. E se ponho as coisas neste ponto, de combater tal ideia, é porque a mesma existe e só não tem sido mais explorada pelo PS pelo simples facto de que isso traduzir-se-ia numa perda de votos do CDS a favor do PSD, com prejuízo directo das possibilidades do PS ser reeleito.

 

O PSD tem explorado essa questão de forma subtil, normalmente por segundas linhas, pois ser-lhe-ia dificil explicar isso e ao mesmo tempo flirtar à direita com o discurso de que o PSD ganhando convidará o CDS para formar governo (veja-se, a este propósito, o que disse Passos Coelho no debate com Paulo Portas).

 

Nos últimos 6 anos o CDS tem sido visto pelos eleitores como um partido responsável, que tem tido uma intervenção política coerente e não comprometida, e isto tem sido o maior catalisador de votos do CDS, com prova real feita nas eleições de 2009. É por essa razão que o CDS não deverá nunca formar governo com o PS sem a presença do PSD (embora não defenda um governo a três nas actuais circunstâncias estaria disposto a aceitar isso como mal menor), pois os eleitores, que não pensam nem entendem politiquês, não perdoariam ao CDS essa espécie de "dormir com o inimigo" e todo o capital que está a ser angariado seria desfeito no dia da tomada de posse de um governo PS+CDS.

 

Pela mesma ordem de ideias o CDS não pode aceitar formar governo com o PSD (apenas) se não for o PSD a ganhar as eleições. É um facto que este cenário seria aceitável noutros países, já aqui vi ser dado o exemplo francês e inglês, mas a nossa tradição não é a francesa nem inglesa, é aliás muito diferente dessas, e isso em Portugal seria sinónimo de um governo deficientemente legitimado e proscrito.

 

O CDS em qualquer um daqueles cenários passaria a ser um partido igual aos outros cujo leitmotiv seria a conquista do poder em si mesma e um partido como o CDS, que está em crescendo graças à imagem de decência e desprendimento que tem sabido passar, dificilmente se recomporia de um golpe como esse.

 

Assim, já que não me parece realista que o CDS ganhe estas eleições (eu disse estas, não disse nunca), resta-me esperar que o CDS tenha a sua melhor votação de sempre e acabe a formar governo com o PSD por este ter sabido ir buscar votos ao PS em número necessário para no dia 5 de Junho ser o partido mais votado.

 

Se o PSD assim não souber fazer o CDS deverá voltar para a bancada da oposição para aí ser a melhor oposição a um governo PS. Isso o país compreende e agradece.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 15/5/11
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Miguel Botelho Moniz

Há cerca de um ano, as eleições parlamentares britânicas resultaram num hung parliament, que é como quem diz, um parlamento sem nenhuma maioria mono-partidária. O Partido Liberal-Democrata, de Nick Clegg, encontrou-se finalmente na posição que perseguiu durante décadas: A de fiel da balança, ou, para usar o jargão favorito na velha Inglaterra, de Kingmaker. Acabou por ser a realização do enredo do famoso livro de Jeffrey Archer, First Among Equals.

 

Efectivamente, os liberais-democratas podiam fazer uma maioria com qualquer dos dois grandes partidos britânicos; quer o incumbente Partido Trabalhista, liderado pelo impopular Gordon Brown, quer o Partido Conservador, liderado por David Cameron, que conseguiu ser o mais votado.

 

Ao contrário do sistema português, no Reino Unido as eleições decorrem com o governo em plenas funções. Na verdade, há mesmo a prerrogativa do primeiro-ministro incumbente de tentar conseguir o apoio de uma maioria parlamentar para se manter em funções; sendo a tradição de que ao falhar esse apoio, se demita.

 

 

Em momento algum se considerou anormal que qualquer dos dois cenários de coligação fosse o escolhido. O normal, num regime democrático parlamentar, é que o governo seja apoiado por uma maioria. Quer esta inclua, ou não, o partido mais votado.

 

(Em Stereo)

Publicado Por Miguel Botelho Moniz em 15/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Para sossego dos eleitores do CDS, para desconforto dos estrategas do PSD e para preocupação de quem no PS acha que vai ganhar as eleições do próximo dia 5/Junho, já oficial (ou melhor, já é notícia na Comunicação Social), o CDS não se coligará com o PS.

 

Devo dizer que nunca fui dos que se desassossegam quando esta hipótese (ou melhor, esta tolice) é posta a correr (em especial pela intelligentzia do PSD, partido "a quem mais aproveita o crime") mas num momento de evidente crescimento do CDS junto do eleitorado que até aqui votava PSD, e também PS, o CDS fez muito bem em pensar nas expectativas dos recém chegados.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 10/5/11
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