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Rua Direita

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24
Mai11

Educação

João Monge de Gouveia

O candidato José Sócrates disse ontem, e passo a citar "Vamos continuar a investir nas escolas, porque essa é a garantia de um futuro melhor para o pais."

 

Caro Sr. Candidato,

 

Permita-me corrigi-lo, não é em escolas que deve apostar mas num ensino de qualidade e nem as novas oportunidades nem isto é um ensino de qualidade.

 

Não é a quantidade que mais interessa mas sim a qualidade.

23
Mai11

As Novas "Novas oportunidades"

João Monge de Gouveia

"O Sistema Solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Actualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006 Plutão deixou de ser classificado como um planeta embora continue a fazer parte do sistema solar.

 

1. Actualmente considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?"

 

Esta era uma das perguntas do teste de Físico-Química elaborado pelo Gabinete de avaliação Educacional do Ministério da Educação.

 

E sim, a primeira parte estava mesmo antes da pergunta, ou seja, o teste tinha um texto explicativo onde identificava todos os planetas do sistema solar e depois perguntava quantos eram.

 

Outra pergunta pedia para dividir 1 por 0,2, mas... atenção, podendo usar uma calculadora!!

 

Mais um exemplo, era pedido para confirmar se uma placa de 400 W tem duas vezes a potência de uma placa de 200W...

 

Que dizer?

 

O Ministério da Educação no seu melhor.

 

Nem na primeira pergunta do "Quem quer ser Milionário"!

23
Mai11

Going up?

Ana Rita Bessa

O Alexandre Homem de Cristo, tem vindo a fazer uma série de bons posts sobre o Estado da Educação aqui.

 

Hoje trata do tema do "imobilismo social", a que o manifesto do CDS se refere como o "elevador social". E diz:

"No gráfico acima podemos ver que, entre estes países da OCDE, Portugal é dos que tem a maior taxa de persistência inter-geracional nos rendimentos. Isto significa que o gap entre os rendimentos dos indivíduos cujos pais completaram o ensino superior e os dos indivíduos cujos pais não completaram o ensino secundário é enorme e que, portanto, existe uma repetição geracional. Dito de outra forma,temos a maior taxa de imobilismo social: quem tem menor formação, tem por isso rendimentos mais baixos e filhos que também terão pouca formação e rendimentos baixos; e vice-versa."

 

Contra factos, não há argumentos. Mas há caminhos que, em grande medida, passam pela "Educação/Formação", nomeadamente:

 

A) Factores de remediação - dos quais são exemplo programas como o das Novas Oportunidades, cuja argumentação já apresentei aqui, e que, bem executado, pode gerar um duplo efeito: aumento das qualificações da população adulta e valorização da formação dos seus filhos.

 

B) Factores de prevenção - como seja (i) a universalização da rede pré-escolar, como meio de "nivelar" desde cedo eventuais diferenças de partida que podem condicionar percursos futuros, (ii) a aposta mais precoce na formação vocacional, como via legítima de escolha e conclusão com sucesso do - agora obrigatório - ensino secundário ou (iii) a autonomia das escolas, como meio de potenciar projectos educativos diferenciados que estimulem o talento (e a sua profissionalização) onde quer que se encontre.

 

Encontramos estas linhas nas propostas eleitorais de alguns partidos, como é o caso explícito do CDS. 

 

Para mim, trata-se portanto da confiança em quem as pode executar bem, como prioridade, para além do "papel". E em quem advogue a prática da "avaliação", como deveria acontecer com qualquer política pública...

19
Mai11

A política de educação não pode ser isto

Zélia Pinheiro
18
Mai11

Novas Oportunidades: aprender não compensa.

Margarida Bentes Penedo

 

As Novas Oportunidades credenciaram a ignorância de alguns e a competência de outros. Como todo o ensino em Portugal. Confiando nos números que se discutem por aí, só por conta desta iniciativa houve 500 mil portugueses que obtiveram uma melhoria das suas habilitações.

 

A página oficial afirma que "aprender compensa".

 

Foi nisto que acreditaram muitos milhares de portugueses que se juntaram na rua a protestar por terem sido enganados. Tinham estudado. Tinham obtido uma melhoria das suas habilitações. De novas oportunidades é que nem rasto. Foi no dia 12 de Março.

 

Por isso a iniciativa foi deles. Números gordos, no dia 5 de Junho têm 9,5 milhões de novas oportunidades para punir quem os enganou.

18
Mai11

Uma nova oportunidade às "Novas Oportunidades"

Ana Rita Bessa

As "Novas Oportunidades" (NO) são um bom conceito que vem dar resposta a um problema estrutural de formação e qualificação em Portugal.

 

De acordo com o gráfico, comprova-se que, mesmo nos grupos etários "mais jovens", Portugal está muito abaixo da maioria dos países abrangidos pelos estudos da OCDE (Fonte: OCDE, Education at a Glance 2005).

População que tem qualificação de nível secundário ou mais (2003)

 

Portanto havia uma necessidade real a ser resolvida a nível da formação de adultos e este Programa a ela se dirigiu.

 

Dito isto, elenco uma série de apreciações:

 

  • Seguramente que este Programa que, note-se, abrange actualmente mais alunos do que o sistema regular, tem muito que melhorar em termos de "eficácia" e de "processos", como por exemplo, dando maior pendor à certificação profissional vs a validação de competências. A avaliação de que falo acima, seria justamente útil para percorrer este essencial caminho de melhoria.
  • Coloca-se finalmente a questão do custo-benefício, ao qual associo uma nota sobre a missão do Estado (dito social). Será que esta é a forma mais eficiente de resolver o problema que o gráfico acima ilustra? Com toda a honestidade acho a conta difícil de fazer. Porque se num prato da balança estão os custos de gerir este sistema, do outro não estão só os ganhos marginais de salário e produtividade para trabalhadores e empresas. Está também um valor intangível de valorização pessoal e de percurso de vida, traduzido em coisas tão simples quanto capacidade de tomar decisões mais informadas.
Há que separar o "trigo do joio", quer no que respeita aos centros de novas oportunidades (porque nem todos prestam a mesma qualidade de serviço), quer no que respeita às medidas e aos processos utilizados (muitos deles ineficientes).

 

Mas sabemos que há "trigo".

 

Paulo Portas mencionou-o na sua justa medida.

 

Até o próprio PSD, que levantou toda esta polémica, o reconheceu:"A vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Maria do Carmo Gomes, lembra que a avaliação desenvolvida pela Universidade Católica foi elogiada por antigos governantes do PSD, como David Justino e José Canavarro".

 

Portanto, há que separar o trigo do joio mas, por favor, para deixar crescer o trigo.

 

 

18
Mai11

Novas Oportunidades

Marcos Teotónio Pereira

As Novas Oportunidades têm uma dimensão de realização pessoal que é muito válida. O principal objectivo é mesmo esse. Qualquer um que assista aos trabalhos finais apresentados pode verificar o esforço e a vitória pessoal que acompanha muitos destes trabalhos.

No caminho aprende-se qualquer coisa e reforça-se competências mas não é esse o objectivo.

 

Quando se for fazer a história desta campanha desastrosa do PSD a intervenção de Passos Coelho sobre este assunto vai aparecer como o ponto de viragem em que o PSD perde definitivamente as eleições.

17
Mai11

Sócrates e o fast-food educativo

Zélia Pinheiro

O problema das Novas Oportunidades, diz Manuel Maria Carrilho, na TVI, é a confusão entre certificar competências e qualificar as pessoas. Qualificar pessoas é um processo lento, de aprendizagem, e o que as Novas Oportunidades fazem é um processo instantâneo de certificação de competências. Ora, explica Carrilho, "nós sabemos que, em termos de aprendizagem, José Sócrates gosta muito de processos instantâneos. Até pelo seu percurso pessoal, sinto que ele tem uma certa tendência para apadrinhar o fast-food educativo. Mas não há nada que substitua o tempo no processo educativo".

 

Está tudo explicado.

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