Rua Direita
Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
CM

A União Europeia caminha para uma cada vez mais inevitável decisão: ou integrar ou desintegrar. A velha formula europeia de "ir vendo por onde dá" desta vez nao vai resultar, graças à pressao dos mercados - esses patifes!

 

E agora a novidade parece ser começar por exercer o poder tributário e fiscal em subsituição do Estado Grego (começa por aí, mas já se sabe por onde continua...), numa plena demonstraçao de, por lado, força e, por outro lado, desespero. De força, porque de facto a Grécia tem feito de tudo para fugir às suas responsabilidades; de desespero, porque ao nao assumir uma integração fiscal europeia, mas mantendo uma política monetária única (isto inclui taxas de juro e moeda, para os leigos), caminha para o abismo. Não é possível uma união monetária sem uma união política/fiscal. E a Europa está/vai perceber isso da pior maneira.

 

Para já, a Grécia parece que nem um protectorado já é...

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Publicado Por CM em 30/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

O que se está a passar com países mal governados, que não sabem gerar riqueza, pondo-se assim a jeito para não se conseguirem financiar, é um problema que no caso Português está intimamente ligado à postura do nosso regime actual - baseado nos princípios da social democracia tão queridos ao PS e PSD. Este ensaio, escrito há quase 30 anos pela economista Canadiana Jane Jacobs (f. 2006), faz uma excelente análise de como há cidades que enriquecem e impérios que se empobrecem. O caso das zonas deprimidas referidas (Sul dos EUA, províncias atlânticas do Canadá, e outras -incluindo uma análise a Lisboa em 1977-) revela semelhanças ao que se está a passar com Portugal agora.

 

Funcionamos (e mal) como um protectorado da Europa onde um estado pesado e altamente interventivo, mega investimentos como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa e uma política económica ditada pelo poder político não resolverá absolutamente nenhum dos problemas dos portugueses, muito pelo contrário.

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 27/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Filipe Santos

Parece cada vez mais sério o risco da Grécia não conseguir cumprir o seu serviço da dívida.

 

Só isso justifica que se fale em "reprofiling", um novo eufemismo para a reestruturação da dívida (um malogrado "evento de crédito" de consequências gravosas).

 

Se a Grécia cair nesta desgraça é possível que venha a ter de sair do Euro. E se isso acontecer quebra-se um mito (o da unidade e irreversibilidade do processo europeu). Nesse cenário é possível que Portugal siga o mesmo caminho. Podemos, por isso, estar perto do abismo.

Sair do Euro significa entregar Portugal definitivamente ao grupo dos pobres.

 

Por tudo isto Portugal precisa de um governo forte, tecnicamente preparado e muito coeso. E precisa que gente incorrigível, como muita da que ainda nos governa, seja definitivamente afastada.

 

Este é o momento. Por ti. Por todos. Por Portugal antes que seja tarde demais.

Publicado Por Filipe Santos em 26/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
CM

A Europa não se está a portar convenientemente. Aquilo que se esperaria que fosse uma União forte, revela-se um conjunto de países cuja perspectiva de futuro raramente foge ao fatalismo da próxima eleição local.

 

Merkel tem governado para o eleitor médio alemão que não entende que é por haver uma moeda única que vive momentos de crescimento económico fantásticos.

 

Sarkozy tem uma eleição presidencial à porta, e apesar de à esquerda Strauss-Kahn ter oferecido um vácuo, à direita Marine Le Pen incomoda com discursos anti-europeístas (para dizer o mínimo); para agravar a situação, a França tenta escapar "pelos pingos da chuva" à monitorização dos mercados, já a situação das suas contas públicas também nao é das melhores.

 

Bélgica e Itália também tentam nao aparecer no radar dos implacáveis mercados, já que o seu rácio de Dívida / PIB superior a 100% (imagine-se, superior ao de Portugal!). Para piorar, a Bélgica nao tem Governo há mais de um ano e Berlusconi apesar do razoável desempenho económico italiano, tem se dedicado em demasia ao "bunga-bunga"...

 

Em suma, não existe um líder europeu que traga um espírito de conjunto para ultrapassar a situação actual. A Grécia desespera com a guerra latente BCE (que não quer reestruturação, já que seria uma grave precedente e de consequencias imprevisíveis na zona euro) e os políticos alemães (e os mercados) que querem forçar uma reestruturação da dívida grega (para nao terem que se confrontar com os eleitores locais). Por entre tudo isto, nao se percebe o rumo que a Europa quer seguir. Se uma integração mais vincada (com a perspectiva de partilha de receitas fiscais e as Eurobonds) ou o início do fim do sonho europeu que mais tempo manteve a Paz no Velho Continente deste o Império Romano.

 

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Publicado Por CM em 25/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Gabriel Silva

Em momentos de aperto, volta a cantiga do bandido sobre a capa de «imposto europeu» e das «eurobonds».

 

Felizmente de momento não há o perigo de tal se tornar realidade. Por um lado, a UE não pode criar impostos, nem tão cedo o poderá fazer, pois teria de fazer uma total revolução no seu quadro institucional. «No taxation without representation» é um velho, acertado e sempre presente princípio, e uma vez que os representantes no Parlamento Europeu representam os Estados e não os eleitores, não há ainda forma de efectivar aquela representação.

 

Por outro lado, o actual Tratado expressamente proíbe a assumpção de dívida contraída pelos estados membros, pelo que as eurobonds ainda terão de esperar. Mesmo o actual mecanismo de «empréstimos» utilizado em favor da Grécia, Irlanda e Portugal viola claramente o Tratado (está inclusive tal mecanismo a ser analisado em tribunal devido a diversas queixas de cidadãos alemães). Paira contudo uma nuvem negra sobre todos nós, pois que os estados já chegaram a acordo para a revisão acelerada do Tratado (em menos de um ano deixou de ser definitivo e tão gabado...), tendo contado, lamentavelmente também com o voto favorável dos representantes do CDS/PP. Resta apenas contar com os amigos referendários irlandeses e britânicos na travagem de tal barbaridade, já que por cá se entende - da esquerda à direita - que os eleitores não devem ser chamados a pronunciarem-se nos assuntos que lhe dizem respeito. Apenas devem pagar.

Publicado Por Gabriel Silva em 13/5/11
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