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Rua Direita

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19
Mai11

Objectivos, promessas, privatizações, parcerias e o newspeak socrático

Tomás Belchior

Ainda a propósito deste bota-abaixismo, o Primeiro-Ministro agora veio dizer que afinal o plano que ele tinha engendrado em 2000-2001 com o Mário Lino para privatizar a Águas de Portugal não era uma privatização, era uma "parceria estratégica". Uma parceria estratégica que "previa a entrada da companhia inglesa Thames Water no capital da AdP, através da EDP, que já era então uma companhia privada, e contemplava a futura dispersão de uma parte do capital em bolsa."

 

A melhor parte da notícia é a prestação do saudoso Mário Lino: "Confrontado com uma sua declaração à revista Visão em que afirmou, em Dezembro de 2001, que “já se está a privatizar “ a AdP, o ex-ministro das Obras Públicas do primeiro Governo de José Sócrates respondeu: “Era privatização porque era a entrada de um ente de direito privado, com capitais privados, no capital da Águas de Portugal. Foi no quadro de uma aliança estratégica e era uma participação de 10 por cento.”

 

Ou seja, para ver se isto fica claro, não era uma privatização porque era uma parceria estratégica. Mas era uma privatização porque era a entrada de empresas privadas na Águas de Portugal.

 

Como diria o Primeiro-Ministro: "toda a gente percebeu o que eu quis dizer quando disse isso".

 

Vota PS! Defende Portugal!

07
Mai11

Os teóricos da Causa

Victor Tavares Morais

Importa agora recordar os teóricos da Causa (da nossa ruína), não todos, porque foram muitos, mas daremos destaque aos melhores.

 

Pode haver várias razões contra os investimentos públicos em geral ou contra certos investimentos públicos em concreto. Mas argumentar que eles não podem ser feitos por "falta de dinheiro" constitui uma grande mistificação política, que não resiste à mais elementar análise.

 

Para começar, a afirmação de que "não há dinheiro para nada" é duplamente errada: primeiro, porque com o saneamento das finanças públicas - um triunfo inegável deste Governo -, há finalmente margem de manobra orçamental para retomar o investimento público; segundo, porque para haver investimento em infra-estruturas públicas não é necessário ter dinheiro público disponível nem sequer recorrer ao endividamento público, bastando optar pelo investimento privado no quadro de "parcerias público-privadas". Ora, a quase totalidade dos investimentos previstos - novo aeroporto, nova travessia do Tejo, rede ferroviária, estradas, barragens, portos, e mesmo hospitais, escolas e prisões - será feita com dinheiro privado.

...

Quanto ao financiamento, o sector deixou de depender do orçamento do Estado e dos impostos no novo sistema de gestão rodoviária, devendo a Estradas de Portugal recorrer ao investimento privado em regime de PPP e remunerá-lo depois com recursos próprios, designadamente a "contribuição rodoviária" e, sobretudo, as portagens das novas auto-estradas (e das antigas, quando cessarem as actuais concessões). O Estado deixa, portanto, de ter encargos orçamentais com as estradas.

  

Vital Moreira, Julho 2008, Aba da Causa

 

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