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Rua Direita

Rua Direita

26
Mai11

A Luz, Sarkozy et coetera

José Meireles Graça

Olhe, PPC, se quer mesmo que toda a gente se esqueça da bancarrota Sócrates, dou-lhe algumas dicas. Fale:


a) do apagão da Luz e do que se passa na arbitragem;

b) da diferença de alturas entre os membros do casal Sarkozy;

c) da regionalização, sem esquecer de referir que Pinto da Costa dava um óptimo Presidente da Região Norte.


Isto deve chegar para não se falar de mais nada até ao dia 5. Se o palavreado esmorecer, dê-me uma telefonadela: tenho mais 723 temas da actualidade.

26
Mai11

A despropósito!

Filipe Diaz

Muito se vai discutir sobre a mais recente preocupação eleitoral do PSD, a saber, a possível revisão da lei do aborto e a necessidade, ou oportunidade, de um novo referendo... mas enquanto isso, deixo-vos apenas dois curiosos, e certamente inocentes, aspectos da introdução deste tema na campanha em curso:

 

- "Em declarações ontem à Rádio Renascença, Passos Coelho lembra que sempre defendeu a legalização do aborto mas frisa que é preciso, passados quatro anos, ver o o que correu bem e o que correu mal" - e volto a sublinhar, "à Rádio Renascença"!

 

-  E segundo Passos Coelho: "Hoje, é muito fácil as pessoas poderem evitar esse tipo de situações, desde que actuem com alguma rapidez, desde que o Estado e a sociedade dêem informação necessária às pessoas" - mesmo para bom entendedor, importa-se de repetir!?!

20
Mai11

Lembrete a mim mesmo

Luís Pedro Mateus

Do debate de hoje entre Sócrates e Passos Coelho, mais do que o arremesso de argumentos e críticas, mais do que a observação da táctica política, ficar-me-á na retina, porque disso não me conseguirei abstrair, que ambos são fruto dum mesmo percurso pessoal que repudio: o do indivíduo que ingressa cedo na política e que em tudo o que fez na vida, fê-lo e conseguiu-o apenas por ser do PS ou do PSD. E a culpa não será deles, talvez. A culpa é mesmo da lógica interna que habita tanto PS, como PSD.

 

Olhe-se para o percurso de Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Paulo Portas e descubram-se as diferenças. Todos eles tiveram uma vida profissional fora da política e independente dela.

Dou valor a isso. Se calhar sou picuinhas.

20
Mai11

Louçã apoia Passos

Zélia Pinheiro

Primeiro foi no debate com Sócrates, em que atrapalhou seriamente o PM demisssionário ao confrontá-lo com uma carta do governo ao FMI assumindo o compromisso de uma "grande descida" da taxa social única, descida essa já defendida pelo PSD e atacada pelo PS.


Agora foi a vez da privatização das Águas de Portugal, defendida pelo PSD e a ser alvo da contestação do PS de José Sócrates, mas que, ficámos a saber pelo Público, também constou em 2000 de intenções e estudos do Ministério do Ambiente então liderado por... José Sócrates. "Quando Passos leva uma banana, já Sócrates traz um cacho. Mais depressa se apanha um privatizador que um mentiroso", disparou hoje Louçã no seu mini-comicio em Lisboa.


Ou seja, a pre-campanha está a revelar-nos a mais improvável das convergências: Francisco Louçã a dar uma ajuda inesperada a Passos Coelho. Não será por acaso. As sondagens têm mostrado o que parece ser uma tendencia consolidada de voto útil no PS em prejuizo do Bloco. Amor com amor se paga e Francisco Louçã tem muito amor para dar.

17
Mai11

O mais relevante das sondagens actuais é...

Francisco Meireles

O facto de menos de metade das pessoas responderem. Por exemplo aqui no Público (sondagem Intercampus).

 

Se repararem na ficha técnica, apenas 45,6% dos entrevistados responderam; e entre esses mais de 23% não sabem o que responder; e 17,5% dizem que não votam. Sobram cerca de 60% dos tais 45,6% o que dá cerca de 27% de participação efectiva dos entrevistados. Tudo o mais são extrapolações, por mais técnicamente bem elaboradas que sejam. Para não dizer mais nada, concluo apenas que "não admira" o empate técnico, nem muito menos as variações entre 1º e 2º "classificado": basta ser a mãe a responder em vez do pai, ou o irmão em vez da irmã, em três ou quatro lares diferentes (estes valores representam cerca de 100 votos no PSD e no PS; duas ou três "diferenças de opinião" correspondem a variações de 2 ou 3%!!!!!). Já para não falar no CDS, caso a avó tenha ido jantar a casa dos netos, ou o neto a casa da avó...).

 

Obviamente, este tipo de "sondagem" interessa a muitos "técnicos de sondagens"!

 

Que eu não sou. Nem quero ser; mas... também não sou parvo.

13
Mai11

Desmistificação e Desassombro

João Lamy da Fontoura

São duas palavras que, do meu ponto de vista, sintetizam a prestação de Paulo Portas no debate com Passos Coelho e, em particular, os dois pontos que, para mim, dele se destacam:

 

(a)    Perante o raciocínio em ciclo vicioso de Passos Coelho de que é ao PSD que cabe liderar o próximo Governo e que, para isso, precisa de uma ampla votação, a demonstração de que uma opção maciça dos eleitores pelo CDS não prejudica (antes pode favorecer) o derrube de Sócrates. Ilustrada pelo cenário de 23% de votos no PSD e 23,5% no CDS, assistimos a uma claríssima refutação - aliás, sem resposta - da tese do voto pretensamente útil. Daí o desassombro;

 

(b)   A clarificação de que o essencial, no que respeita à representação política, estará na proporcionalidade na conversão dos votos em mandatos e não tanto no número de deputados total na Assembleia da República. Aí reside a desmistificação (e a certidão de óbito?) daquele que vem sendo apontado como um dos temores recorrentes daqueles que se revêem no CDS.

 

Isto exposto - e não é pouco, já que aqui vai ínsita a assunção do CDS como uma alternativa real -, a consistência da linha de actuação e do caminho proposto pelo CDS tomaram forma no próprio debate, restando, apenas, uma dúvida, que Passos Coelho não esclareceu: se não era o CDS, quem seria, então o «pau de cabeleira»?

13
Mai11

A TSU reveladora

Francisco de Almeida

Pedro Passos Coelho: Temos de baixar a TSU porque está num documento a dizer que é crítico e vamos financiar isso com o aumento de impostos. Quais? Nem ideia, como aliás podem perceber pela diferença de opiniões dentro do partido.

 

Paulo Portas: Estudei o assunto a fundo. Tenho uma série de reservas sobre a sua implementabilidade, já que não quero onerar mais o povo com o imposto mais injusto de todos. Não me posso comprometer com políticas que prejudicam mais os Portugueses do que ajudam, e tenho alternativas à redução da TSU para dinamizar a economia.

 

Numa frase: Um está preparado para ser primeiro ministro o outro nem equipa tem!

11
Mai11

O que eu gostava de ver nos debates...

Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

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