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Rua Direita

Rua Direita

24
Mai11

Que muitos votos floresçam

José Meireles Graça

À esquerda, vai um grande griteiro: Não pagamos!


Do nosso lado, que assinou o MoU pelo estado de necessidade em que uma governação demencialmente suicidária deixou o País, reina sobre a renegociação da dívida um grande silêncio. É natural: ainda quase nada foi feito para começar a dar baixa dos itens constantes do cardápio triunviral, por o volume e a natureza das mudanças necessárias requererem uma legitimidade democrática fresca; e sem ver claro qual o real impacto das mudanças, por um lado, e a determinação e competência técnica e política de quem as vier a aplicar, por outro, será cedo para pensar em renegociar, de um lado e outro do balcão.

 

Acredito que quando historiadores futuros estudarem o nosso tempo hão-de, para além do jogo de forças e multiplicidade de factores que nos trouxeram até aqui, guardar um lugarzinho para análise da estranha mesmerização que Sócrates exerceu sobre um número considerável de pessoas, nem todas compradas com os benefícios a crédito que um Estado Social insustentável lhes propinou, e nem todas beneficiárias do negocismo que o Estado investidor promoveu.

 

O momento é assim de suspensão. Os credores, quando for, real e não apenas prospectivamente, claro que o serviço da dívida é sufocante, estarão tanto mais receptivos a uma renegociação "macia" quanto mais rigoroso e consistente for o Governo. O CDS, que não é refém do Poder Local, do Autónomo, nem do factual (este último, se calhar, também devia ser grafado com maiúscula) será parte importante da solução; e aos responsáveis do PSD, se vierem a liderar, como é natural que aconteça, conviria um CDS com uma grande força. Não espero que o entendam; espero que o eleitor o entenda.

19
Mai11

A bola de neve

Tomás Belchior

A extrema-esquerda anda a tentar explicar ao país que não vamos conseguir lidar com a "bola de neve" que representa o cocktail de dívida, juros, desemprego e recessão que o Eng.º Sócrates nos deixou. Como solução quer eliminar a parte da dívida e dos juros e juntar-lhe mais recessão e desemprego, sem perceber que, para evitar o aparecimento de bolas de neve, o que é preciso é que pare de nevar.

12
Mai11

A pré campanha

José Maria Montenegro

Estes dias de pré campanha têm sido particularmente reveladores. Ou melhor, elucidativos, quanto à actual natureza dos partidos. O PS, um partido desligado da realidade, submisso à dialéctica quase louca de um líder que, teimoso e resistente, já nada tem para oferecer ao País. O PSD, reconhecidamente sintonizado com as dificuldades que enfrentamos, sofre todavia de falta de rumo, de coerência, de voz clara. Não tranquiliza a honestidade ou rectidão de intensão das suas principais figuras (Passos Coelho, Catroga, Carlos Moedas, etc). O excesso de declarações, de entrevistas, de comentários, com as inevitáveis contradições, são a expressão eloquente da impreparação e amadorismo de que não precisamos. O CDS, claramente preparado, com energia, mobilizador, jovem mas maduro, a revelar uma capacidade de mobilização que não lhe conheciamos. Parece estar a vencer a crónica resistência que os eleitores lhe têm «oferecido». Onde antes viamos (ou não) apoios envergonhados, hoje vemos a participação activa e empenhada. Onde antes viamos um homem só a varrer as feiras de norte a sul do país, hoje vemos vários quadros, com voz própria (ainda que sintonizada), cada um no seu círculo eleitoral. O BE, sem rumo, sem bandeiras, a definhar. Já nem o carisma e qualidades políticas de Francisco Louçã parecem ser suficientes. Num quadro eleitoral sem causas fracturantes, sem espaço para o «ideal», em que as pessoas querem mesmo ter soluções para os seus problemas, um partido radical de esquerda recolhe à expressão eleitoral que julgava não mais conhecer. O PCP paradoxalmente sem chama. Justamente num momento de alta de desemprego, de tensões sociais, de cortes salariais, seria expectável que o partido dos sindicatos ganhasse fôlego e expressão eleitoral. Mas não. O PCP parece estar reduzido aos seus fiéis. Porventura, tal como com o BE, as pessoas parecem procurar mesmo soluções e não as veêm em bandeiras como a «renegociação da dívida» ou a «subida do salário mínimo».

08
Mai11

Os verdadeiros beneficiários da eventual vinda do FMI

David Levy

A forma como a extrema-esquerda está a explorar o acordo com a Troika é do mais panfletário que pode haver. Por um lado diabolizam o eventual empréstimo* a Portugal, espalhando aos quatro ventos que vai arruinar ainda mais o país, que o levará à miséria, e que tem por detrás a mão do imperialismo e da agiotagem internacionais. Por outro, classificam-no como uma salvação para o sistema financeiro, dando a entender que se trata de uma dádiva aos bancos (e não um empréstimo) a ser paga pelos contribuintes. 

 

Tentar fazer passar a ideia que o acordo com a Troika é ruinoso para o país e um maná para os bancos - quando as condições de reembolso e de juros para o Estado e Banca serão idênticas - é um feito deveras extraordinário. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento percebe o contraditório de uma coisa destas. Mas o PCP e o Bloco de Esquerda sabem que estão a falar para muitas pessoas que têm menos de dois neurónios e não hesitam em recorrer à desinformação mais primária que há, unicamente com o propósito de cavalgar na bancarrota.

 

Para os ajudar contam com a tradicional boa imprensa e com o exército de 'comentadores' que enchem os programas televisivos** com tiradas absolutamente demagógicas, sem que ninguém seja capaz de lhes dizer de uma forma séria o que o FMI cá veio fazer. 

 

Não há duvidas que, a verificar-se, o resgate financeiro a Portugal* acabará por beneficiar alguém. E ao contrário do que se diz não será a Banca, mas sim os partidos da extrema-esquerda.

 

* Carece de aprovação da Finlândia.

** O programa Eixo do Mal é disso exemplo.

06
Mai11

Cobertura - Portas vs. Jerónimo de Sousa

Rua Direita

 

Logo à noite na RTP, às 21h, vamos ter o primeiro debate das Legislativas entre o Paulo Portas e o Jerónimo de Sousa.

 

Vamos ter o Rui Castro (disfarçado de coordenador do Blogue de Direita da Sábado) e o João Maria Condeixa propriamente identificado como colaborador do Rua Direita a debater ao vivo no site da TVI24 com mais uns tuítadores.

 

Também vamos andar por aqui e escrever coisas, se quiserem passar por cá.

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