Rua Direita
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Tomás Belchior

 

PS - Programa de Governo de 2005

 

"Assumir uma reforçada ambição no desenvolvimento da produção de electricidade a partir de fontes renováveis, elevando significativamente a capacidade de produção e de ligação às redes a atribuir a estas fontes, garantindo estabilidade ao quadro tarifário destas energias."

 

PS - Programa de Governo de 2009

 

"São sete as linhas fundamentais de modernização estrutural que nos propomos prosseguir: i) liderar na revolução energética;"

 

"Concretizar estes objectivos passa por alavancar os progressos já alcançados e prosseguir uma estratégia para a energia centrada no aumento da produção eléctrica por energias renováveis."

 

PS - Programa Eleitoral 2011 (27 de Abril de 2011)

 

"O PS está bem consciente das suas tarefas principais na governação: [...] Promover o crescimento da economia, combater o desemprego e reduzir os factores estruturais de desequilíbrio externo, [...] desenvolvendo a aposta nas energias renováveis e na eficiência energética;"

 

"São claros os desafios estratégicos a que o Partido Socialista se propõe responder através da acção do seu próximo Governo: [...]Em segundo lugar, a consolidação da aposta nas energias renováveis e na eficiência energética, para combater e reduzir a nossa dependência energética do exterior, contrariando o desequilíbrio externo da nossa economia e reforçando o importante "cluster" industrial constituído nos últimos anos, numa área de elevada incorporação tecnológica e potencial exportador;"

 

FMI/UE/BCE - Memorando de Entendimento 2011 (3 de Maio de 2011)


"5. Mercados de bens e serviços

 

Mercados de Energia

 

Objectivos: assegurar que a redução da dependência energética e da promoção das energias renováveis é feita de uma maneira que limita os custos adicionais associados à produção de electricidade sob regimes especiais e normais (co-geração e energias renováveis)."

 

[Eu traduzo a tradução: a "aposta" nas energias renováveis custa mais dinheiro do que gera e agravou as necessidade de financiamento do Estado. Têm que acabar com a brincadeira.]

 

Ajuda Externa a Portugal (17 de Maio de 2011)

 

"Portugal deverá receber uma primeira tranche de "pouco mais" de 18 mil milhões de euros em finais de maio, início de junho."

 

Conclusão

 

O Primeiro-Ministro é um grande comunicador e muito combativo. O oposição é que provocou a crise. O programa de governo do PS é realista e ao mesmo tempo promove a auto-estima. O Engenheiro Sócrates é a escolha certa para nos tirar da crise. Vota PS.

Publicado Por Tomás Belchior em 18/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
Filipe Diaz

O Programa Eleitoral do PS é uma leitura interessante, pelo número de páginas em branco (dezasseis páginas, em setenta), pelo extenso preâmbulo (mais de metade do documento é dedicada ao famigerado PEC IV, a um cego e parcialíssimo balanço de seis anos de governação socialista e ao "novo contexto de governação"), pela alucinante invocação de lugares comuns, pela enumeração de objectivos genéricos e não concretizados (alguém me explica o que é o "SIMPLEX Senior"), pelo uso desnecessário do inglês ("Zero Stop Shop" e "contact centers") e porque nos permite descobrir que um dos eixos centrais de política desportiva do PS passa por incentivar "a participação desportiva da mulher" (?!).

 

É também interessante verificar que o único objectivo, ou proposta, que fica expressamente dependente dos actuais constrangimentos financeiros e orçamentais é o "lançamento (...) de um programa para a requalificação dos rios portugueses", o único.

 

Por fim, é sempre bom voltar a ver a "intervenção de remate do alçado poente do Palácio Nacional da Ajuda" nos programas eleitorais e de governo deste país, é apartidário, atravessa os séculos e assegura alguma estabilidade nas políticas culturais.

Publicado Por Filipe Diaz em 17/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
Victor Tavares Morais

O programa do PSD tem muitas propostas, umas boas outras más, e outras ainda que, não se entendendo os seus autores sobre a sua interpretação, é o que cada um quiser. Um programa verdadeiramente liberal.

Publicado Por Victor Tavares Morais em 11/5/11
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Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

A AR tem - e não apenas nas últimas filas - uma quantidade de deputados que não representam ninguém. Entram mudos e saem calados, não se lhes conhece qualquer projecto, nem sequer ideia política, e estou certo que se o eleitorado pudesse filtrar a sua eleição, o faria. Eles são aquele peixe que vem junto com a sardinha no puxar das redes e que praticamente não tem utilidade, nem valor comercial.

 

Serve isto para dizer que vejo com bons olhos a redução do número de deputados, não só numa perspectiva economicista, como também de promoção de uma representatividade melhorada. Vejamos porquê:

 

a) fim de uma dupla ilusão: a nossa, de que aqueles senhores nos estão a representar ou a lutar por determinado círculo eleitoral e a deles, de que são deputados da nação e por isso, são ali necessários ao país.

 

b) every penny counts: Um deputado acarreta custos directos (vencimentos e regalias) e indirectos (assessorias, gabinetes, despesas de manutenção, etc.) que, ainda que não representem uma despesa exurbitante, personificam a lógica micro-despesista que temos de contornar. Se não serve, é de se manter apenas porque gasta "pouco"?

 

c) custo de oportunidade: um deputado de braços cruzados, é mão-de-obra que faz falta cá fora, qualquer que seja a sua área de intervenção.

 

d) proporcionalidade: a representatividade tem de ser acautelada, pelo que será necessário proceder a reformas que visem manter a proporção mais justa a cada um dos círculos eleitorais, não permitindo que uma diminuição no número de deputados signifique uma diminuição da voz de regiões mais abandonadas e carentes, sob o risco de matarmos o resto do país. Esta pode até ser uma oportunidade para melhorar este aspecto.

 

e) lógica partidária: os partidos valem pelo seu trabalho e pela proporção do seu grupo no total da assembleia. Uma diminuição do número de deputados pode muito bem aumentar a qualidade e competitividade dos partidos, já que em teoria diminuímos a oferta para um mesmo nível de procura, podendo assim aumentar "o preço" do lugar. E só com os melhores lá chegarão.

 

Francisco, ainda que também perceba aquilo que o PSD quer com esta proposta e que reconheça as consequências negativas que isto tem para o CDS, parece-me que esta opção será aquela que melhor serve o país, quer por estas razões, quer por outras que faço tenções de acrescentar.

Publicado Por João Maria Condeixa em 10/5/11
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