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Rua Direita

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18
Mai11

Novas metodologias, velhas desculpas

Zélia Pinheiro

Depois da revisão do défice público de 8,6% para 9,1% do PIB ser atribuída à "nova metodologia" do Eurostat, agora é a vez de a revisão em alta da taxa de desemprego de 11,1% para 12,4% ser apenas o resultado da "nova metodologia" adoptada pelo INE na recolha de informação. Tudo é relativo e depende das "metodologias" no país de Sócrates. Wittgenstein parece que falava nisto: "As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo".

18
Mai11

As (Des)Vantagens da Persistência

Tomás Belchior

 

PS - Programa de Governo de 2005

 

"Assumir uma reforçada ambição no desenvolvimento da produção de electricidade a partir de fontes renováveis, elevando significativamente a capacidade de produção e de ligação às redes a atribuir a estas fontes, garantindo estabilidade ao quadro tarifário destas energias."

 

PS - Programa de Governo de 2009

 

"São sete as linhas fundamentais de modernização estrutural que nos propomos prosseguir: i) liderar na revolução energética;"

 

"Concretizar estes objectivos passa por alavancar os progressos já alcançados e prosseguir uma estratégia para a energia centrada no aumento da produção eléctrica por energias renováveis."

 

PS - Programa Eleitoral 2011 (27 de Abril de 2011)

 

"O PS está bem consciente das suas tarefas principais na governação: [...] Promover o crescimento da economia, combater o desemprego e reduzir os factores estruturais de desequilíbrio externo, [...] desenvolvendo a aposta nas energias renováveis e na eficiência energética;"

 

"São claros os desafios estratégicos a que o Partido Socialista se propõe responder através da acção do seu próximo Governo: [...]Em segundo lugar, a consolidação da aposta nas energias renováveis e na eficiência energética, para combater e reduzir a nossa dependência energética do exterior, contrariando o desequilíbrio externo da nossa economia e reforçando o importante "cluster" industrial constituído nos últimos anos, numa área de elevada incorporação tecnológica e potencial exportador;"

 

FMI/UE/BCE - Memorando de Entendimento 2011 (3 de Maio de 2011)


"5. Mercados de bens e serviços

 

Mercados de Energia

 

Objectivos: assegurar que a redução da dependência energética e da promoção das energias renováveis é feita de uma maneira que limita os custos adicionais associados à produção de electricidade sob regimes especiais e normais (co-geração e energias renováveis)."

 

[Eu traduzo a tradução: a "aposta" nas energias renováveis custa mais dinheiro do que gera e agravou as necessidade de financiamento do Estado. Têm que acabar com a brincadeira.]

 

Ajuda Externa a Portugal (17 de Maio de 2011)

 

"Portugal deverá receber uma primeira tranche de "pouco mais" de 18 mil milhões de euros em finais de maio, início de junho."

 

Conclusão

 

O Primeiro-Ministro é um grande comunicador e muito combativo. O oposição é que provocou a crise. O programa de governo do PS é realista e ao mesmo tempo promove a auto-estima. O Engenheiro Sócrates é a escolha certa para nos tirar da crise. Vota PS.

08
Mai11

Realidade vs. ilusão

Tiago Loureiro

Um excelente exemplo da retórica ilusionista do PS, num texto que vale a pena ler na íntegra.

 

«Nem é preciso evocar o "sangue, suor e lágrimas" do velho Winston: os estadistas a sério distinguem-se pela franqueza com que anunciam as más notícias. Os estadistas do género do eng. Sócrates distinguem-se pela cara de pau com que anunciam as boas e disfarçam as péssimas.

Na terça-feira, o primeiro-ministro fez-se acompanhar de um vulto inerte e apareceu nas televisões a enumerar as medidas que não entrarão no plano da troika. Curiosamente, tratava-se das exactas medidas que, aqui há tempos, jurou integrarem a "agenda" do FMI caso o PEC IV fosse rejeitado. Em entrevista (à SIC) de 15 de Março, o eng. Sócrates descreveu o impacto imediato da ajuda externa: "Acabar com o 13.º mês, reduzir o salário mínimo, despedimentos na função pública." Em seguida, questionou: "É isto que queremos?" Era nisso que ele queria que acreditássemos. A 3 de Maio, todo contentinho, o eng. Sócrates informou a nação de que não se acabaria com o 13.º mês (nem com o 14.º). A 5 de Maio, os representantes da troika esclareceram que o fim do 13.º mês (ou do 14.º) nunca esteve em causa. Ainda a 5 de Maio, o ministro Silva Pereira perguntou (retoricamente, espero) a jornalistas de onde viera a ideia dos "cortes" no 13.º mês e no salário mínimo, ao que acrescentou: "Certamente não foi do Governo."»

 

Alberto Gonçalves, no DN.

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