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Rua Direita

Rua Direita

06
Jun11

Aos Meus Vizinhos

António Folhadela Moreira

Não vou seguir o exemplo de tantos quantos nesta Rua Direita têm desde ontem comentado, de uma forma ou de outra, os resultados eleitorais. Por um lado porque os resultados falam por si e os resultados são objectivamente excelentes sob qualquer ponto de vista. Por outro porque com todos os comentários que aqui foram feitos já tudo ficou dito.

 

E isto leva-me a outra questão. Eu não sei se este blog teve ou não muitos leitores e muito menos tenho a audácia de dizer que o contributo que todos nós aqui deixamos teve uma tradução em votos.

 

O que eu digo é que apesar disso sinto-me orgulhoso de durante o último mês ter sido morador desta Rua Direita e dos vizinhos que aqui encontrei. A qualidade dos argumentos aqui usados, a rapidez de reacção a uma campanha que correu a um ritmo alucinante, a irrepreensível estruturação das ideias, o humor, a inteligência e a preparação dos autores materializada num caudal de posts impressionante, mas também a irreverência e o desassombro da escrita, sinal de um sentido de independência de pensamento quase compulsivo, fez deste um blog completamente diferente dos congéneres.

 

Não conheço pessoalmente a maior parte dos meus vizinhos da Rua Direita mas confesso que tenho pena. Vocês são a boa companhia que qualquer pessoa quer que um vizinho seja.

 

Um abraço a todos,

António

03
Jun11

Post para um pequeno grupo de pessoas

António Folhadela Moreira

Poderei estar enganado mas poucos serão os que tendo já decidido ir votar ainda não decidiram em quem votar. E por isso este meu post destina-se a um grupo pequeno de pessoas, aquelas que, por alguma razão, estão na dúvida entre votar no partido A ou no partido B. Mais concretamente eu dirijo-me àquelas pessoas para quem o partido A é o CDS e o B é outro partido qualquer.

 

Se o tal "outro partido qualquer" for o PS eu faço um apelo aos indecisos a quem me dirijo. O melhor critério para avaliar o que quer que seja é o resultado. E o resultado da governação do PS e de José Sócrates está à vista, não vale sequer a pena voltar ao mesmo porque todos sabemos demasiado bem o estado a que chegamos.

 

Mas o problema do líder do PS já não é só a questão da sua incompetência, é antes de mais uma questão de carácter, mas é por tudo isso que o PS não vai ganhar estas eleições. Aliás, o "empate técnico" que nos "venderam" durante 3 longuíssimas semanas a fio é, e sempre foi, uma ficção (intencionalmente?) construída em benefício do PS e PSD.

 

Por isso, em face do "critéro do resultado", se está na dúvida entre votar PS ou noutro partido, vote no outro, sendo certo uma coisa, se o "outro partido" for o PSD está a trocar uma camisola suja e gasta por uma outra camisola quase igual, embora mais lavadinha e ligeiramente mais nova.

 

Lembrem-se que enquanto o PS esteve a arrastar-nos para o terreno lodoso onde atascou o país, o PSD nunca foi a oposição que o país precisou. Quando o país tinha o governo PS a aumentar exponencialmente a dívida pública, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Luís Filipe Menezes ou a Marques Mendes.

Quando o país tinha o governo PS a subir generalizadamente os impostos, teve o PSD a discutir se mantinha a liderança do partido em Marques Mendes ou a dava a Luís Filipe Menezes.

Quando o país tinha o governo PS a nada fazer para conter a subida do desemprego e a instrumentalizar de uma forma nunca vista o aparelho de Estado, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Manuela Ferreira Leite ou a Passos Coelho.

Quando o país tinha o governo PS depauperar o erário público para pagar juros incomportáveis, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Passos Coelho ou a Paulo Rangel e, logo que decidiu essa questão, teve o PSD a aprovar com o PS 3 PECs e 2 Orçamentos de Estado.

 

E por isso, aos poucos a quem me dirijo, lanço um apelo. Votem no único partido que durante 6 anos se concentrou, apenas e só, no país e nas medidas que o país tinha que tomar para que o nosso futuro seja melhor que o nosso presente. Votem no único partido que uma vez no governo é um garante que o PSD dará ao país o melhor que tem para dar e não resvala para o seu pior, tornando-se demasiado parecido com o PS dos últimos 6 anos.

 

Aos poucos a quem me dirijo, Votem CDS.

 

01
Jun11

Uma campanha que o PSD não fez

António Folhadela Moreira

O Duarte Lino, do Cachimbo de Magritte, resolveu dedicar umas linhas menos simpáticas ao CDS, ao mesmo tempo que semi-endeusava Passos Coelho, terminando um post, modestamente intitulado Diagnóstico Científico, com uma coisa parecida com uma ameaça velada precedida da conclusão que o CDS em campanha não quis ser aliado do seu aliado natural no governo - leia-se, o PSD.

 

A avaliar pela falta de sentido de realidade que o seu texto exprime poder-se-ia pensar que Duarte Lino tem estado a acompanhar outra campanha que não a destas eleições. Mas como é desta campanha que Duarte Lino fala vamos, antes de mais, ao óbvio. Quem quis que os dois partidos fossem a votos em separado foi o PSD e não o CDS e isto só por si serviria para demonstrar que quem não quis ser aliado do seu aliado natural no governo foi o PSD e não o CDS.

 

Mas é claro que poder-se-ia dizer que apesar de cada partido ir a votos em listas próprias nada impediria uma espécie de campanha de não agressão e se era nisto que Duarte Lino pensava ao fazer o seu Diagnóstico Científico estou tentado a dar-lhe razão.

 

Realmente, teria sido animador não ver o PSD fazer uma campanha tão centrada no apelo ao voto útil à direita como a que está a fazer, teria sido inspirador ver o PSD defender ideias nesta campanha que tivesse defendido antes, assim como teria sido encorajador não ver tantas vezes na campanha do PSD ataques, até pessoais, a dirigentes do CDS (em particular a Paulo Portas). Em suma, teria sido muito bom ver o PSD fazer a campanha que Duarte Lino diz que fez. Mas que por acaso não fez.

 

É claro que Duarte Lino não se referia a estes momentos da campanha pois é-lhe mais fácil culpar (mesmo que injustamente) o CDS de ignorar que "o país faliu porque era inevitável falir com o actual modelo", sendo que o actual modelo é concerteza o dos Orçamentos de Estado e dos 3 PECs que o PSD aprovou com o PS... enfim, pecadilhos do passado que o PSD está desejavelmente determinado em não repetir.

 

O problema de Duarte Lino não é a campanha do CDS, é antes o resultado que antevê que o CDS vai ter. Aparentemente Duarte Lino está naquela franja do PSD que gosta de um CDS a dizer o que tem que ser dito e a ter 5% de votos nas urnas. E no fim até ficaria bem ao CDS pedir, de chapéu na mão, ao PSD que o levasse consigo para o Governo.

 

Mas nestas eleições, que vão ser ganhas pelo PSD (e isto significa a caducidade da estratégia de apelo ao voto útil à direita), é o CDS que vai ganhar com votos o seu lugar no Governo, o CDS não formará governo com o PSD por favor deste. E no governo que sair destas eleições não é igual um CDS com 5% de votos ou com 15% de votos dos portugueses. Para mal dos pecados de quem no PSD pensa como Duarte Lino o CDS está mais próximo dos 15% do que dos 5%. Mas para esses, paciência, é o país que sai a ganhar.

 

Por último, quanto ao semi-endeusamento que Duarte Lino faz de Passos Coelho, não comento. É certamente uma questão de fé e quanto a isso não faço diagnósticos científicos.

27
Mai11

Empate Técnico

António Folhadela Moreira

Ainda voltando à ameaça já recorrente do PSD para tentar desviar votos do CDS, desta vez lançada por Carlos Botelho, cujo argumentário me pareceu estar para a riqueza de ideias como as rações animais estão para a arte renascentista, é caso para perguntar se Passos Coelho e o PSD não começam a ficar demasiado parecidos com Sócrates e com o PS, respectivamente.

 

Senão vejamos,

   O discurso de Passos Coelho é obscuro e nunca se percebe muito bem o que é que o senhor quer dizer quando fala. O de Sócrates também.

   José Sócrates muda de ideias com a mesma facilidade com que bebe copos de água. Passos Coelho também.

   O PSD diz que ou votam nele ou o José Sócrates fica. O PS diz que ou votam nele ou o PSD vem.

 

É caso para dizer que com tantas semelhanças está explicado o empate técnico das sondagens.

 

E como já antes conclui, é por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

27
Mai11

O Exemplo de José Sócrates

António Folhadela Moreira

José Sócrates esteve ontem em campanha no centro das Novas Oportunidades da Amadora, onde mais uma vez revelou o seu profundo pensamento político, com o qual traça com firmeza as linhas da sólida estratégia que tem para o País, ao afirmar que "o principal problema do País é a falta de certificações".

 

Com tal afirmação José Sócrates limitou-se a aconselhar aos outros a receita que consigo deu um resultado insuperável, o de ter chegado a PM de Portugal. Na verdade, foi com a certificação de engenheiro e a qualificação (isto é, a preparação) para coisa nenhuma que José Sócrates conseguiu tamanho feito.

 

Dir-se-ia que isto é o exemplo a vir de cima...

 

26
Mai11

Um partido de convicções

António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve hoje nos Açores onde considerou que o CDS está muito perto de pela primeira vez na sua história eleger um deputado.

 

Por outro lado recebeu um merecido elogio por parte do presidente da Federação Agrícola dos Açores acerca das sucessivas intervenções do CDS em defesa do mundo rural.

 

Se no próximo dia 5/Junho o feeling de Paulo Portas se confirmar com a eleição de um deputado num círculo eleitoral onde a agricultura tem um peso sócio-económico tão importante como acontece nos Açores essa será a justa recompensa pelo CDS não ser mais um daqueles partidos que usa os temas que defende de forma descartável e em vez disso fá-lo de forma coerente, assídua e empenhada. Ou seja, será o prémio por o CDS ser um partido de convições.

 

É por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

25
Mai11

Porto Sentido

António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve ontem no Porto onde teve uma recepção que foi um enorme sucesso. E estas vindas à baixa do Porto são, normalmente, um barómetro muito mais rigoroso do que muitas sondagens. Quando em 2009 o CDS tinha cerca de 6% nas sondagens e foi recebido triunfalmente na Rua de Sta. Catarina eu arrisquei, junto daqueles que me são mais próximos, que era mesmo dessa vez que o CDS voltaria a ter mais que 10% dos votos, pois só essa votação era compatível com a "nota" que o CDS tinha tido no seu "teste do Porto".

 

Seja como for, ontem, vinda do meio da multidão, uma senhora chegou-se ao presidente do CDS e disse-lhe à frente das câmaras que apesar de ser do PSD vai votar em Paulo Portas (o mais certo é que a senhora não vote em Aveiro mas todos percebemos o sentido da frase).

 

Ora, a recepção que o CDS ontem teve e o que a tal senhora "teve" que dizer a Paulo Portas, são casos ligados entre si. Os dois momentos são um sintoma de que a recente subida do PSD nas sondagens não se fez à custa do CDS, mas sim à custa do PS e da captação da intenção de votos de alguns indecisos, mas que o crescimento do CDS está em grande medida a dar-se à custa de uma parte (a parte à direita) do eleitorado do PSD que se cansou de ver o PSD demasiadas vezes errático, com um discurso inconstante e com posições sucessivamente parecidas com as do PS (e muitas vezes ao lado do PS).

 

Por outro lado, o CDS tem oferecido um discurso estável, com prioridades bem definidas e constantemente defendidas. Acima de tudo o CDS tem feito um discurso que as pessoas compreendem e entendem que dá resposta a problemas reais. E a direita tende a gostar destas coisas.

 

Isto leva-nos então à seguinte pergunta, porque razão os ataques do PSD ao CDS têm vindo a subir de tom ultimamente, às vezes até para além do aceitável? Se o PSD sabe que está a crescer sem ir buscar votos ao CDS e se sabe que precisará sempre do CDS para ter uma maioria no parlamento, porque se dá ao trabalho?

 

A resposta é simples, porque quer ter um CDS com pouco peso numa futura coligação. Mas é precisamente por esta razão que o eleitorado de direita, e sim, acho que há algum no PSD, deve votar no CDS e não no PSD.

 

O voto no CDS não só não prejudica o PSD de vir a ser o partido mais votado (desde que este saiba ir buscar votos ao PS, como desde a última semana me parece estar a conseguir fazer), como é a garantia que o PSD no governo tem um travão que o impede de resvalar para a esquerda.

 

24
Mai11

Figo Maduro

António Folhadela Moreira

Será que à semelhança do que aconteceu em 2009 ainda veremos nesta campanha Luís Figo a tomar o pequeno almoço com José Sócrates?

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